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Mostrando postagens com o rótulo tradução

O que podemos traduzir?

As pessoas acham que porque sabemos um segundo idioma conseguimos traduzir tudo. Até um certo ponto é verdade, somos pesquisadores e devemos saber um pouco sobre tudo, porém o que temos de pensar é que não basta falar e compreender a língua, há muitas nuances da tradução que vão além do conhecimento linguístico, um exemplo disso é a tradução médica, que é a especialização que estou fazendo agora. Nossa! Especialização para isto? Sim, isso mesmo. Você já imaginou traduzir um manual sobre covid-19 para a população e o mesmo material para uma equipe de médicos? Será que seria a mesma tradução? Com certeza não, pois o primeiro passo na tradução médica é entender quem é o público que irá ler aquele material. E por que isso é importante? Porque baseando-se nesta premissa poderemos saber quais palavras, termos e expressões que devemos usar. Aqui dei um exemplo, já imaginou traduzir artigos científicos sobre "Diferenças Clínicas e Complementares de Apêndices Normais e Inflamados com Diagn

Como é a preparação para um evento de interpretação?

Quero compartilhar a experiência que tive no último evento que realizei. Primeiro, quando somos contratados temos apenas o nome do evento e seu segmento, ou seja, se é sobre medicina, turismo, marketing ou outro. Esse foi sobre avaliação psicológica em tempos de pandemia.   Um webinar de três dias com grandes nomes da psicologia falando sobre estudos e melhorias na área durante este período. Por dia interpretamos, isto é, o concabino e eu em média de 5 a 7 pessoas.   E será que para todos os palestrantes tínhamos material e sabíamos o que iriam falar? Claro que não. E então como nos preparamos?   Pesquisamos sobre a vida do palestrante, como sua graduação e experiência profissional para entendermos quem é e o que faz. Em seguida buscamos materiais escritos pela pessoa como artigos, livros e pesquisa, também procuramos vídeos para nos acostumarmos com a pronúncia, caso seja de um país com sotaque muito diferente como Índia, China, Arábia e a

Por que trabalhamos em dupla na interpretação?

Muitas pessoas me perguntam porque sempre vocês fazem um evento em dupla? Nossa! "É um evento de duas horas, você dá conta". Bem, até conseguimos, mas o desgaste cognitivo e mental é muito grande.  Você já parou para pensar o que é uma interpretação?  Temos de ouvir, processar a ideia e transmiti-la em questão de segundos e em outra língua, e na interpretação remota isso se faz mais necessário, pois há possibilidade de queda de energia e perda de conexão e o seu colega tem de assumir.  A cada 20 minutos trocamos de intérprete ou até menos tempo dependendo da complexidade do evento. Então, como realizar esta troca de intérpretes e de informações na interpretação remota? Estando na mesma cabine, combinamos o tempo de troca, cronometramos e damos um sinal ao concabino (a) e assim que surge uma oportunidade fazemos de troca de intérpretes.  Contudo, na interpretação remota temos que estar conectados pelo que chamamos de back channel (recurso utilizado para a comunicação dos conca